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Branding and Buzz: como se tornar uma autoridade divulgando sua marca

Como falar de branding and buzz para a carreira de freelancer, se os princípios mais básicos para seu sucesso profissional são saber incorporar linguagens e seduzir personas diferentes a cada job contratado?

 

Muitos freelancers sabem o que são essas duas estratégias de marketing mas, talvez, concluam que são ferramentas mais robustas, para promoção dos grandes players do mercado.

 

Então, atenção freelancers: vocês estão errados! Não se enganem, o mercado de freelancer do Brasil é enorme, está em franco crescimento, e se você está começando sua carreira ou querendo aumentar seu faturamento, precisa se diferenciar dos demais.

 

A pesquisa Mercado Freelancer realizada pela Rock Content e parceiras, em 2017, dá exatamente a noção deste panorama competitivo. Onde 60% dos entrevistados dizem não atuar em suas áreas de formação, por exemplo, e 62,31% deles estão a menos de 2 anos atuando dessa maneira.

 

Podem ser reflexos da crise econômica que vivemos nos últimos anos, possibilidades ―ou restrições que a nova CLT proporcionou ou apenas muitos profissionais descobrindo que escolheram áreas de atuação erradas, não importa.

 

O que importa é que é preciso bem mais que negociar, saber escrever e falar bem. O branding & buzz deve ser colocado prática para que o freelancer transmita seus diferenciais para seus clientes, e, neste post, explicarei exatamente como.

 

Branding and buzz de respeito

 

Para quem quer conquistar autoridade e novos contratos, entender os conceitos de marca, branding e buzz marketing é um importante primeiro passo para colocá-los em prática. Mas, também, porque isso agregará valor aos seus serviços.

 

Branding

 

O branding, por exemplo, é traduzido para o português como gestão de marcas e tem como objetivo construir estratégias para que uma marca seja sempre relevante e lembrada por seus consumidores.

 

Entendemos que o objeto a ser gerido ou submetido a uma estratégia é algo mutável, passível de ser moldado. Nesse caso, é possível gerenciar a forma que os clientes enxergam uma marca, as sensações que eles têm ao recordar ou adquiri-la novamente.

 

Esse é o ponto que, inclusive, soluciona uma confusão comum em achar que branding e marca são sinônimos. No caso da segunda, trata-se de uma combinação de características, tangíveis e intangíveis, que constroem a identidade de uma empresa.

 

A marca deve ser construída sob três importantes pilares: a visão, missão e valores da empresa. Porém, ela é um dos objetos gerenciados pelo branding que pode ser eventualmente modificada, atualizada, sem, no entanto, afetar sua base. É preciso lembrar que essas características são responsáveis pela conexão com os clientes.

 

Para ficar mais clara a diferença, a apresentadora Bela Gil poderia mudar a grafia de seu nome, trocar de emissora ou criar uma linha de produtos culinários como estratégias de gestão de branding, mas, se resolvesse virar garota propaganda de salsichas e embutidos congelados, estaria assassinando sua marca pessoal.

 

O produto da Bela Gil é justamente seu conteúdo. Ela pode, eventualmente, assinar o cardápio de algum restaurante, mas para quem a assiste, o que eles consomem é o que ela ensina, cozinha, inspira e respira: a cozinha natural, consciente e saudável.

 

Ou seja, não está só na seleção de ingredientes do prato, está na forma dela vestir, falar, no jingle do programa, nos seus discursos e até na sua forma de viver a vida, pois até mesmo a escolha do nome do filho dela gera comentários em toda web.

 

O que, aliás, nos leva ao marketing de buzz.

 

Marketing de buzz

 

Se a Bela Gil tem sua marca e branding bem trabalhados, além, é claro, de receitas que seu público-alvo iria gostar, é natural que queira uma grande divulgação.

 

Não somente pelos meios comuns da publicidade e propaganda, mas de telespectador para telespectador, curioso para curioso, amante da culinária para amante da culinária.

 

O buzz faz exatamente isso. Instiga as pessoas a discutirem sobre determinada marca, e no caso da filha natureba do Gilberto Gil, ele é muito bem realizado.

 

Se você é fã de memes da internet, certamente já se deparou com uma foto dela acompanhada da célebre frase “Você pode substituir X por Y, por exemplo”, com as trocas mais divertidas possíveis.

 

A brincadeira começou porque em seu programa, a apresentadora sempre sugeria trocas de itens comum da rotina dos brasileiros por coisas naturais, como usar cúrcuma em vez de pasta dental para a higiene bucal. Incomum? Extraordinário? Hilário? Tudo isso ao mesmo tempo?

 

Sim, Bela Gil provavelmente já usou, mesmo inconscientemente, todos os botões do buzz, que o publicitário Mark Hughes nos apresentou. São eles, respectivamente:

 

·        o tabu;

·        extraordinário;

·        hilário;

·        chocante;

·        incomum; e

·        o segredo.

 

Esses botões servem como gatilhos de incentivo para que as pessoas falem sobre determinada marca ou autoridade.

 

Conteúdos com conotação de “tabu” são aqueles controversos, que cada pessoa tem um posicionamento e o discute a fim de provar seu ponto de vista. Os “extraordinários” são aqueles saem da normalidade ultrapassando as expectativas.

 

Os conteúdos “hilários” são aqueles que, obviamente, divertem que os lê, enquanto os “chocantes” são aqueles que causam espanto. O “incomum” é carregado com o fator de inovação, novidade, já o segredo, desperta a curiosidade e o senso de exclusividade.

 

Juntando o branding e o buzz, temos uma estratégia completa para criar autoridade de uma marca, seja ela de uma empresa ou de um profissional.

 

E aí, sugiro voltamos na pergunta inicial desse post. Se um freelancer precisa naturalmente, se adaptar a linguagem e preceitos de cada cliente, como ele pode trabalhar sua própria marca e branding pessoal?

 

Calma, não vou te deixar na mão, depois de conceituar o branding and buzz sob a ótima empresarial, é hora de trazê-lo ao mundo de quem vive de freela. Tome nota destas 6 dicas.

 

1. Saiba que seu comportamento profissional compõe sua marca

 

O branding do freela precisa trabalhar os valores agregados em seus serviços. Ou seja, se você produz conteúdos otimizados para blogs, o que mais está incluído no seu preço além das palavras e artifícios de SEO?

 

Sua forma organizada de trabalhar, seriedade, pontualidade, controle de processos, criatividade, flexibilidade de horários, capacidade de inovação e atuação em diversos canais, envolvimento com o projeto e outros mais.

 

Tudo isso provocará sensações e criará expectativas nos seus clientes. Se ele souber que você é muito organizado, ficará tranqüilo em confiar mais de um projeto simultaneamente, por exemplo.

 

E claro, não dá para colocar todas essas características na descrição dos seus serviços, mas é possível transmitir tais valores em sua estratégia de branding.

 

Comece fazendo um exercício simples: pense e escreva quais são os pontos que você acha relevante para o cliente no seu tipo de trabalho freelancer. Depois, elabore outras duas listas: uma com o que você acha e outra com o que quer que seus clientes pensem de você. Compare as três, e trabalhe nos pontos de melhoria.

 

2. (Re)Pense sua identidade profissional

 

Vamos falar de nome fantasia, logo, linguagem e outros aspectos concretos da sua identidade profissional. Todos eles precisam reforçar os valores que você se propôs honrar e oferecer aos seus clientes.

 

Assim, em seu portfólio, redes sociais e demais mecanismos de interação com seus clientes, o discurso, linguagem e visual devem estar nessa sintonia.

 

E aí voltamos à questão da habilidade do freelancer em adaptar-se a cada cliente. Um diagramador deve demonstrar em seu portfólio tanto trabalhos mais formais, quanto descontraídos, por exemplo.

 

Mas, se sua forma de lidar com os clientes é informal, ainda que respeitosa, tudo bem se a linguagem de sua apresentação e interações nas redes sociais forem mais leve. Isso é branding.

 

3. Gerencie seu buzz nas redes sociais

 

Falem mal ou bem, mas falem de mim. OK, não vamos levar o ditado a ferro e fogo porque um bom freelancer precisa se esforçar para que nenhum job saia ruim a ponto do cliente reclamar, principalmente nas redes sociais.

 

Mas, é sabido que não existe perfeição, e que mesmo uma reclamação pode ser um bom gatilho para demonstrar comprometimento. Basta dar atenção e solução a ela.

 

Mas fazer o básico é preciso, pois muitas vezes, o cliente terá uma longa interação virtual com você antes mesmo de solicitar um orçamento. Escolher conteúdos diferentes para cada rede social, interagir nas respostas, criar uma regularidade para os posts, assim como instituir uma ordem lógica para eles, portanto, é essencial.

 

Sim, você pode fazer um funil de marketing para seus clientes, ou uma programação semanal fixa. Essa organização, além de gerar expectativa (olha o buzz!), também será uma demonstração clara dos valores da sua performance profissional (branding!).

 

4. Use os botões de buzz a seu favor

 

São tantas possibilidades! Bela Gil usa todos eles e a Taylor Swift também. Uma das cantoras pop mais bem-sucedidas dos últimos tempos arrasa quando o assunto é virar assunto.

 

No caso dela, o lançamento de um novo álbum sempre gera especulações (botão do segredo), seus aguardados videoclipes sempre criticam ou fazem piadas com situações do cotidiano americano ou colegas da mídia.

 

E como não dizer como foi chocante sua transição da música country para o pop? O amadurecimento das celebridades sempre gera comoção, e são muitos botões de buzz ativados ao mesmo tempo.

 

5. Escolha os aliados certos

 

O freelancer pode fazer sua gestão de marca contando com a ajuda da identidade de outros profissionais ou empresas. Ao associar-se a outras marcas, ele está transmitindo aos seus clientes que compartilha dos mesmos pensamentos e valores.

 

Obviamente, é uma estratégia que requer atenção. A gestão da marca visa sempre controlar os pensamentos e sensações de seus clientes, e colocar outra variável na equação pode trazer uma gama de possibilidades muito grande.

 

E se tal parceiro escorregar no mercado? Decidir mudar seu posicionamento? Portanto, é uma estratégia para se acompanhar de perto, mas que uma vez escolhida com critério, pode otimizar o processo de definição da marca pessoal do freelancer.

 

6. Faça a experiência ser inesquecível

 

Gerenciar o momento de um cliente de uma cafeteria é simples, mas do freelancer nem tanto. Se o desafio é grande, porém, é bom lembrar que nem todo profissional está se preocupando com isso. Ou seja, alerta de diferencial!

 

A experiência dos seus clientes estará, principalmente, na atenção que você reserva para ele. Seja ao tirar suas dúvidas nas redes sociais, ou até mesmo na agilidade em enviar um orçamento. Suas interações profissionais, se bem realizadas, proporcionarão uma experiência inesquecível para ele.

 

Mas pense além, lembre-se que, mais do que conquistar, é preciso manter o cliente. Execute o job com primor e depois, gerencie o relacionamento. Ofereça constantes relatórios que possam demonstrar o sucesso do trabalho, ofereça conteúdos que possam engrandecer a jornada dele e até crie uma comunidade privada no Facebook.

 

Se você já é MEI, a ideia de separar sua vida pessoal da profissional faz mais sentido na hora de aplicar essas dicas. Mas não se engane, com as redes sociais, elas são facilmente misturadas. Então, vale ter atenção ao que se publica em seus perfis sociais, sem claro, deixar de aproveitar sua vida.

 

A ideia é que seu branding and buzz profissionais não estejam muito distantes do seu estilo e preceitos. Por isso, a ideia do marketing pessoal também é relevante na carreira do freelancer.

 

Quer saber como desenvolvê-lo? Esse conteúdo incrível sobre marketing pessoal pode te ajudar.

dimitriv
Autor
dimitriv
Engenheiro eletricista de formação, analista de Marketing Digital na Rock Content e editor-chefe do blog Comunidade Rock Content.

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