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Freela ou bico: o que você faz?

Se você participa dos mesmos grupos de freelancers no Facebook que eu, já deve ter percebido como o foco desses canais cada vez mais está se tornando oferta de “bicos” como panfletagem, figuração ou participação de pesquisas remuneradas. Não tenho nenhum problema com a divulgação dessas oportunidades pontuais, afinal, são também formas de ganhar dinheiro, que podem ajudar no orçamento de muitos freelancers.

O que me incomoda mesmo é que eles sejam anunciados como freelas. Apesar de ser uma confusão bastante comum no mercado de trabalho, freela e bico não são a mesma coisa. Se você ainda tem dúvidas sobre o que faz, está mais do que na hora de entender melhor as diferenças entre cada um.

O que significa ser freelancer?

O termo freelancer diz respeito aos profissionais que atuam de forma autônoma, ou seja, sem vínculo empregatício. Este modelo de carreira é bastante comum entre jornalistas, publicitários, designers, programadores e fotógrafos, mas vem ganhando espaço em diversas áreas nos últimos anos.

Se olharmos para a origem da palavra, conseguimos entender um pouco melhor a relação deste tipo de trabalho com o mercado profissional. Ela surgiu no período medieval, quando cavaleiros mercenários começaram a ser chamados de free lance (lança livre) – ou seja, colocavam sua lança à disposição de quem pudesse pagar por seu trabalho.

cavaleiro

O mesmo acontece conosco hoje quando fazemos freela, disponibilizamos nossos serviços aos clientes que aceitam nossas propostas, trabalhando para diferentes empresas ao mesmo tempo, sem criar um vínculo empregatício. Neste ponto, podemos sim ser comparados a mercenários, já que nossa relação com os negócios é baseada essencialmente em pagamento financeiro – e quando não pagam, fazemos questão de dar adeus para buscar outros clientes…

Por que freela não é bico?

Bico, por outro lado, é o termo popular dado a atividades e serviços feitos em caráter provisório e para complementação de renda, normalmente com pequenos valores e enquanto se procura por uma atividade formal.

Ok, talvez para você ainda exista certa semelhança entre freela e bico…

Para ficar mais claro, separei alguns motivos pelos quais acredito que elas sejam atividades muito diferentes:

1.Bico é provisório

Bico é aquele tipo de atividade que fazemos para ganhar um extra pontual, não para construir uma carreira. É atividade feita enquanto se está desempregado, para juntar dinheiro para as férias ou para pagar as dívidas. Assim que conquistamos o objetivo principal, o bico é deixado de lado.

Freela, por outro lado, é uma atividade na qual você quer construir carreira, mesmo que atue como freelancer nos momentos livres de seu emprego formal. Fazendo freela, você quer ser reconhecido como profissional  que presta aquele serviço, continuar conquistando novos clientes e pegando jobs cada vez maiores – para, quem sabe, até passar a viver apenas de freela.

2. Bico não é especializado

Ninguém será um profissional especializado fazendo bico. Ou você acha que pode se desenvolver e criar uma marca como “participante profissional de pesquisa remunerada”? Bico é o que você faz para ganhar uma graninha extra, freela é o que faz como especialista em sua área.

Para ser freelancer, é necessário muito estudo e atualização, afinal, você concorre diretamente com outros freelas e empresas do seu setor, precisando manter-se sempre competitivo na busca de novos clientes.

3. Bico não é formal

Quem faz bico trabalha informalmente, sem passar nota fiscal, sem criar uma marca, sem prestar contas ao cliente, sem ter cartão de visita…O freelancer deve ter seu trabalho formalizado se quiser crescer profissionalmente e conquistar um bom espaço no mercado.

Como transformar seus bicos em freela?

mágica

Opa! Talvez lendo as diferenças entre fazer bico ou freela você tenha percebido que não está seguindo o caminho certo como freelancer, dando à sua atividade uma roupagem menos profissional do que deveria, não é mesmo?

Eu acredito que não é necessariamente a atividade em si que define se ela será um bico ou um freela, mas sim o caráter que você dá a ela. Por exemplo, se você é publicitário, mas cuida dos filhos dos vizinhos de vez em quando, nada impede que essa atividade também vire um freela. Basta que você invista nela como tal! Para isso, precisa reservar um tempo específico em que estará disponível, divulgar seus serviços, buscar qualificação, entre outros.

Veja algumas dicas para transformar seu bico em freela:

1.Crie um diferencial para seu produto ou serviço

O primeiro ponto que deve ser pensado antes de oferecer seus serviços ao mercado é: o que exatamente você faz? Ter um produto bem definido, pensar em seus diferenciais e ter informações bem detalhadas sobre ele irá ajudá-lo a divulgar seu trabalho, conquistar novos clientes e manter o foco sobre sua atividade – sem pegar um monte de tarefas totalmente diferentes entre si.

2.Defina seu preço

dinheiro

O preço que irá cobrar pelo seu freela é uma decisão inteiramente sua! É claro que o valor precisa estar de acordo com sua experiência e com os preços praticados no mercado, mas ter um custo predefinido para o que faz o ajuda a ser mais profissional em sua atuação. Escrevemos um post aqui no blog sobre quanto cobrar por seu freela, vale a pena a leitura para não começar cobrando menos do que seu trabalho merece.

3.Formalize-se

Sim, um freelancer que queira ser visto como um profissional precisa abrir uma empresa em seu nome, pagar impostos e passar nota fiscal para seus clientes. Já falamos aqui no blog sobre o quanto ter um CNPJ o torna mais competitivo e melhora sua reputação. Uma das maneiras mais simples e baratas de fazer isso é tornar-se Microempreendedor Individual (MEI), o que dá acesso a uma série de benefícios do INSS também.

4.Estude

estudar

Como freelancer, seu objetivo é ter receita suficiente para se sustentar, crescer profissionalmente e ser reconhecido pelo seu trabalho. Para isso, é fundamental estar sempre se atualizando em relação à sua área de atuação, principalmente naquelas que estão fortemente ligadas à tecnologia. Especialize-se e mantenha-se atento ao mercado para identificar novas oportunidades ou necessidade de revisão de seu serviço, garantindo sempre competitividade em relação aos concorrentes – sejam eles outros freelancers ou empresas.

5.Desenvolva uma marca

Por mais que trabalhe de forma independente, assim como uma empresa, você precisa de uma marca. Não, não estamos falando de criar um logo, ter um site e um nome fantasia (por mais que isso ajude – e muito – a trazer novos clientes). Quando falamos em marca, falamos de sua reputação como profissional em seu mercado, seu marketing pessoal. Garanta que seu portfólio esteja bem atualizado, assim como seu perfil no LinkedIn, e não deixe de participar de eventos e fóruns de discussão em seu setor.

Como você está contribuindo para o mercado freelance?

A atividade freelance está conquistando mais espaço no mercado a cada dia, com empresas fazendo outsourcing de seus projetos e profissionais buscando rotinas mais flexíveis de trabalho. É preciso lembrar, porém, que ser freelancer vai muito além do bico – apesar de muitos profissionais, infelizmente, ainda posicionam seu serviço no mercado dessa maneira menos profissional.

Que tal pensar como você está contribuindo para que o mercado de profissionais freelancers seja visto com profissionalismo e como um bom recurso para as empresas que buscam serviços especializados? Não aceitar jobs abaixo do valor de mercado, ter comprometimento com as entregas, investir em relacionamento com o cliente e atualizar seus conhecimentos sobre sua área são comportamentos fundamentais para que ninguém mais confunda seu trabalho com um bico. Concorda?


Você concorda que atuar como freelancer é diferente de fazer bicos? Como que você acha que podemos melhorar nossa imagem profissional e evitar essa confusão?


Lembrando que estamos também no nosso canal no YouTube, com vídeos novinhos sobre a vida de freela. Assina lá para não perder nenhum conteúdo. Também marcamos presença no Facebook, Instagram e LinkedIn. Nesses canais, compartilhamos muitas dicas para ter mais sucesso como freelancer e também para aproveitar todos os benefícios da carreira independente. É claro, também respondemos dúvidas. Só deixar elas aqui nos comentários do post 😃 

Luciane Costa
Formada em jornalismo e apaixonada por conteúdo digital. Virou freelancer porque precisava de uma grana extra e acabou descobrindo que adora trabalhar assim. Gaúcha e morando em São Paulo, ela é viciada em séries de detetives e adora cozinhar.

Comentários

1 Comentário
  1. postado por
    moiseslima
    nov 24, 2018 Reply

    muito bom o artigo, parabéns

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