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Quando o dinheiro se torna apenas consequência de seu trabalho

Faz um tempo que tenho pensado no assunto, mas lendo o livro Business Model You consegui concretizar melhor meu raciocínio. Descobri que trabalhando como freelancer full time eu me preocupo menos com dinheiro. Isso mesmo, apesar de ter que definir meu próprio preço para o que faço, de conviver com a incerteza de quanto vou ganhar a cada mês e da negociação constante com os clientes, o dinheiro deixou de ser uma motivação tão importante para o que faço.

Não quero que me entendam errado, eu gosto de ter dinheiro e de poder gastá-lo: adoro fazer compras (sapatos <3), comer fora e viajar. A questão principal aqui é que estou aprendendo melhor a relação entre receita e custos envolvidos. Ficou confuso? Calma, vou explicar!

Aprendizado do modelo de negócio: estrutura de custos e fontes de receita

Quando estruturamos um modelo de negócio, o dinheiro aparece em duas áreas: estrutura de custos e fontes de receita. Simplificando, saídas e entradas financeiras. Se levarmos o mesmo modelo para nossa vida pessoal, teríamos o seguinte:

  • Fontes de receita: tudo o que ganhamos, financeiramente ou não.
  • Estrutura de custos: tudo o que gastamos ou perdemos, também financeiramente ou não.

canva

Exemplificando melhor, vamos supor que você é mulher, mãe e trabalha como Gerente em uma empresa. Seu salário é bom e está em suas fontes de receita, juntamente com benefícios oferecidos por seu empregador e outros ganhos subjetivos como satisfação e realização profissional. Já os seus custos, correspondem aos seus gastos em moradia, alimentação, transporte, qualificação profissional, babá para cuidar de seu filho, entre outros. Também surgem aqui alguns fatores menos mensuráveis, como a frustração de não poder se dedicar tanto como mãe e o estresse, por exemplo.

É claro que comparar custos e ganhos é totalmente pessoal, pois o que pode ser muito vantajoso para um, não necessariamente é para outro. O problema é que no mercado profissional tradicional a gente precisa nivelar os benefícios para garantir igualdade: plano de cargos e salários, benefícios pouco customizados, mesmos horários para entrar e sair, etc.

Porque o dinheiro não é mais a motivação principal

Ter um cargo melhor e ganhar mais: não vamos negar, esse é o desejo da maioria dos jovens que estão lutando por seu espaço no mercado de trabalho. Era o que eu queria também, ser uma ótima profissional, avançar na carreira, ganhar mais dinheiro.

E não posso dizer que não consegui. No meio corporativo, meu salário subiu quase 5 vezes desde que me formei, há 5 anos. A cada nova troca de emprego ou promoção, aquele sentimento de “agora vou poder”. Pude viajar, me mudar, ter móveis legais e comprar muita tranqueira pela internet.

A questão é que o meu custo pessoal aumentou nesse tempo também. Precisei voltar para terapia para lidar com questões do meu trabalho, tive que fazer fisioterapia e massagem para aguentar a dor de uma tendinite que não ia embora e, principalmente, comprei muita coisa que não precisava, simplesmente porque me animava depois de um dia ruim. Tive outros custos que não doeram tanto no bolso, mas que impactaram bastante na pessoa que eu estava me tornando. Passei a ligar menos para os meus pais para que eles não percebessem que eu estava chateada por algum motivo, deixei de ver tanto meus amigos, trabalhei nos finais de semana, engordei e vi os cabelos brancos aparecerem aos montes.

trabalho entediante

A relação custo-benefício não estava valendo mais a pena para mim, por mais que eu pudesse ter um excelente futuro seguindo o caminho que estava trilhando. Resolvi fazer o que muitos consideraram “dar um passo atrás financeiramente”, deixei o emprego e resolvi apostar na carreira de freelancer, mesmo que para isso tivesse que ganhar menos nos primeiros meses.

Mas sabe a verdade? Ganhar menos financeiramente não está sendo tão ruim assim. Estou tendo tempo para cuidar mais de mim, tendo contato com empresas incríveis que contratam meus serviços e podendo apostar em iniciativas pessoais, como o Vivendo de Freela.

Mas por que estou falando sobre isso?

Bom, você já deve estar se perguntando: “que legal, mas por que ela está contando isso aqui no blog?”. O motivo é bem importante: porque muitos amigos e leitores têm conversado comigo, falando que gostariam muito de mudar de carreira, de buscar um trabalho com mais significado e de sair de seu emprego atual, seja para atuar como freelancer, empreender, mudar de atividade ou até mesmo dar a volta ao mundo.  O medo de ficar sem dinheiro, porém, os impede de tomar qualquer atitude.

E não é medo de ficar sem dinheiro para comer ou pagar aluguel, mas sim de ter que mudar seu estilo de vida, poder viajar menos, sair menos ou comprar menos. Confesso que eu passei por isso também! Nos últimos meses antes de sair do emprego, já economizando dinheiro para viver de freela, cada vez que ia a um restaurante legal, assistia a algum filme no cinema ou comprava um livro novo, eu sofria pensando que nos próximos meses não poderia mais fazer isso.

O fato é que ter menos dinheiro não dói tanto assim quando você está assumindo o controle de sua carreira, fazendo o que ama e comemorando a cada dia o sucesso de seus projetos pessoais. Ou seja, suas fontes de receita estão cobrindo seus custos em um modelo de negócios aplicado à sua vida!

Se você está querendo mudar seu rumo profissional, mas o medo de encarar essa fase com menos dinheiro no bolso o está puxando para trás, faça o exercício de colocar no papel todos os custos que estão envolvidos em seu momento atual e o quanto podem surgir novas formas de receita no futuro, sejam em dinheiro ou em ganhos mais subjetivos.


Ter menos dinheiro é um impedimento para você tomar outro rumo em sua carreira? Compartilhe aqui conosco quais são os outros impedimentos para tomar esse passo hoje!


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Luciane Costa
Formada em jornalismo e apaixonada por conteúdo digital. Virou freelancer porque precisava de uma grana extra e acabou descobrindo que adora trabalhar assim. Gaúcha e morando em São Paulo, ela é viciada em séries de detetives e adora cozinhar.

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