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Profissional especialista ou generalista? Nenhum dos dois.

“É melhor ser especialista ou generalista?”: essa é uma das perguntas que mais escuto dos leitores aqui do blog, mas não apenas deles. Profissionais de marketing, comunicação e tecnologia frequentemente se questionam sobre isso (quem nunca?). Portanto, não foram poucas vezes que o tema surgiu na pauta da mesa de bar ou do encontro com os amigos.

 

Apesar disso, se tem um artigo que demorei para escrever… foi esse! Principalmente porque não me sinto qualificada para responder a essa pergunta. (Pessoas que sabem tudo sobre desenvolvimento pessoal, cadê vocês para me ajudar?)

 

De toda forma, resolvi fazer o que faria na hora de abordar qualquer tema cabeludo em algum projeto de cliente: fui estudar sobre o tema para ampliar meu repertório.

 

Com isso, finalmente nasceu um post tentando responder se vale mais a pena ser especialista ou generalista na carreira! E ele aceita comentários com a sua opinião e conhecimento também 🙂

 

Qual a escolha que eu fiz para a minha carreira?

 

Antes de entrar no conteúdo, um pouco da minha história.

 

Talvez eu não saiba responder se é melhor ser especialista ou generalista porque sempre fiquei pulando entre esses dois na minha vida profissional, tanto como funcionária de empresa quanto como freelancer. E não posso dizer que tenha dado errado!

 

Quando comecei como jornalista, era totalmente especialista, tanto na função quanto nos temas que abordava. Depois, como profissional de marketing, a necessidade de saber de tudo um pouco cresceu, especialmente quando virei coordenadora de uma equipe.

 

Entrando na vida de freela, comecei apenas com planejamento e redação de conteúdo – voltando para as minhas origens como especialista. Com o tempo, porém, percebi que conseguia entregar muito mais valor aos clientes em projetos mais completos, nos quais tentava ser especialista e generalista ao mesmo tempo (também conhecido como: ser uma equipe de Marketing em uma pessoa só).

 

Ser uma “eugência”, é claro, não deu tão certo. Como conseguir fazer atendimento a todos os clientes e, ao mesmo tempo, aprender tudo que mudou na nova ferramenta do Google Ads? Como fazer SAC de redes sociais quando estava o dia inteiro dando um treinamento?

 

Pois é. Tive que escolher um caminho – que descobri depois não ser nenhum dos dois.

 

Especialista ou generalista? “Versatilista”!

 

Estava neste dilema de escolher entre ser especialista ou generalista quando o David Arty, do Chief of Design, me convidou para falar no Insights – meetup para profissionais criativos. Não é que, estudando para palestrar, descobri que alguém já tinha feito um estudo excelente sobre isso há bastante tempo?

 

E não qualquer alguém: apenas a Gartner, uma das principais consultorias de negócios do mundo, que desenvolve estudos sensacionais. O trabalho, na verdade, é voltado para análise dos profissionais de TI que estão lidando com um cenário profissional bastante mutável devido ao avanço de tecnologias como cloud computing.

 

Com toda a humildade que me cabe após a leitura de alguns artigos na internet sobre o assunto, acredito, porém que sirva perfeitamente para profissionais de outras áreas que bebem da fonte do digital – e que também possuem amplas oportunidades como freelancers.

 

O que é um “versatilista”?

 

O que aprendi de mais importante é que existe um caminho do meio. Nem especialista, nem generalista. O “versatilista” é o profissional que fica entre essas duas possibilidades.

 

Por um lado, ele não delimita sua carreira em um único caminho, aprofundando-se em determinado tema. Por outro, também não tenta abraçar o mundo e distribuir suas fichas em todas as áreas associadas ao que faz.

 

O “versatilista” é aquele que escolhe três ou quatro áreas para focar, sem deixar de olhar para oportunidades novas que possam surgir.

 

versatilista gartner
Fonte: Gartner

 

A imagem acima representa esses três caminhos distintos, considerando a profundidade de habilidades por um lado e o escopo de trabalho por outro. A esses perfis, é possível adicionar também algumas características principais:

 

Especialista

 

  • Habilidades e conhecimentos aprofundados
  • Escopo de trabalho limitado a uma pequena variedade de atividades
  • Reconhecimento vindo de seus pares
  • Desconhecimento sobre o que está fora de seu foco

 

Generalista

 

  • Escopo amplo de trabalho
  • Habilidades superficiais
  • Resposta rápida às diferentes situações
  • Possibilidade de falta de confiança vinda de pares e superiores

 

Versatilista

 

  • Habilidades aprofundadas
  • Escopo amplo de responsabilidades
  • Ampla experiência profissional
  • Reconhecido fora de seu domínio

 

Qual o melhor caminho para quem é freelancer?

 

Olhando para essas características, qual o perfil certo a desenvolver? Não acredito em resposta pronta, que sirva para todas as pessoas, mas penso cada vez mais que a decisão deva mudar de “especialista ou generalista” para “especialista ou versatilista”.

 

Quando vale a pena ser um especialista?

 

Ao contrário do que muitos pensam, é possível construir uma carreira bastante bem-sucedida atuando  como especialista, especialmente quando isso estiver conectado a uma habilidade muito específica e com alta demanda por parte do mercado.

 

E isso não serve só para quem trabalha com tecnologia. Mesmo em áreas com alta oferta de profissionais é possível se destacar. No meu caso, consegui aumentar significativamente meus ganhos como profissional de conteúdo quando busquei setores para os quais poucos queriam escrever, como alta tecnologia, contabilidade e finanças.

 

Do ponto de vista de desenvolvimento, ser especialista também ajuda a ter bastante clareza sobre onde é necessário se aperfeiçoar ou seguir estudando para tornar-se um profissional mais experiente e demandado. Apenas monitore o risco de sua atividade deixar de existir ou de ser relevante por algum motivo, o que pode exigir uma rápida mudança para outro nicho.

 

Quando vale a pena ser um versatilista?

 

Na outra ponta, ser um versatilista geralmente permite que você assuma projetos em que atua como profissional mais sênior, muitas vezes coordenando outros freelancers para a entrega de uma ação. É o que eu costumo fazer, utilizando meus conhecimentos para planejar e executar ações junto a alguns parceiros e, quando for necessário, também colocar a mão na massa.

 

Desta forma, os ganhos também costumam ser maiores, principalmente por você ser capaz de atender seu cliente em um escopo mais amplo, reduzindo a necessidade dele de gerenciar vários freelas de uma vez.

 

Mas aqui também existem os riscos. Na minha opinião, o principal é você se vender como especialista quando não é, tentando entregar algo ao cliente que certamente será executado com menor qualidade, podendo comprometer resultados. É claro, se o cliente souber disso e o motivo for orçamento, por exemplo, não há problemas. Mas o contrário pode resultar em um importante risco para a sua reputação como profissional.

 

Qual é o seu perfil como profissional?

 

Como falei, não há caminho certo a seguir. Mas é de grande ajuda escolher um para você. É assim que poderá guiar seu desenvolvimento, divulgar seu serviço de forma mais assertiva e também executar seus serviços com maior clareza do que o seu cliente pode esperar. Me conta nos comentários o que faz mais sentido para você!

 


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Luciane Costa
Formada em jornalismo e apaixonada por conteúdo digital. Virou freelancer porque precisava de uma grana extra e acabou descobrindo que adora trabalhar assim. Gaúcha e morando em São Paulo, é viciada em séries de detetives e adora cozinhar.

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