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8 erros de português que comprometem a qualidade do seu texto

Um dos grandes problemas de redigir textos para a internet como redator freelancer são os erros de português. Pode ser que você nunca tenha reparado, mas comete vários deles ao longo do dia e incluí-los em uma redação para a web pode ser uma grande cilada. Errar substantivos ou conjugações verbais mina a credibilidade de um texto e, consequentemente, pode ter um impacto negativo na imagem de uma marca no ambiente digital.

Para ajudá-lo a não entrar pelo cano preparamos um guia. Selecionamos os erros de português mais comuns, mostramos por que eles acontecem e elencamos dicas para melhorar sua proficiência no idioma. Confira os tópicos abaixo e descubra quais desses erros ainda fazem parte da sua rotina!

1 – “Em vez de” ou “ao invés de”?

Esse é um dos grandes erros de português que podem comprometer a sua escrita. Utilizar, indevidamente, “em vez de” e “ao invés de” dá a entender que você não compreende bem o conceito das duas coisas. E, caso esteja argumentando em favor ou contra determinado ponto pode ser o suficiente para que o leitor o desmereça.

Por isso, é bom saber dizer a diferença entre as duas coisas. O “em vez de” é utilizado quando tratamos de uma substituição. Por sua vez, o “ao invés de” dá sempre a ideia de oposição. Veja a aplicação correta deles nos exemplos abaixo:

  • Ao invés de fazer calor, fez frio;
  • Ao invés de sair, fiquei em casa;
  • Ao invés de ir até ela, a trouxe até aqui;
  • Em vez de largar a faculdade, que tal fazer um curso de extensão?;
  • Me pego pensando que, em vez de te amar, deveria investir mais tempo nas minhas coisas;
  • Em vez de mandar uma carta para a sua namorada, por que não telefona?

2 – São suficientes ou é suficiente?

Conjugar o verbo ser é uma das primeiras coisas que fazemos ao aprender qualquer idioma. Isso porque as frases mais comuns de todas as línguas envolvem essa palavrinha que quer dizer tantas coisas de uma vez só. Ser pode significar estar ou dizer respeito a características inerentes de algo.

É aí que mora o perigo. Temos um ímpeto de conjugar esse verbo na maioria das suas aparições, embora na língua portuguesa isso nem sempre seja o ideal. É o caso da construção “é suficiente”.

Em todos os momentos em que você vir o verbo ser empregado no sentido de indicar uma quantidade, uma medida, um peso ou um preço ele não pode variar. Então agora você já sabe, o correto é:

  • Mil reais é suficiente para fazer a festa;
  • Doze quilos de carne é suficiente para fazer churrasco para todos os seus amigos;
  • Mil metros rasos é suficiente para deixar alguém bastante cansado;
  • Tenho 1,73m e é suficiente.

3 – A meu ver ou ao meu ver?

Tem momentos em que a língua portuguesa exige que utilizemos artigos. Eles são obrigatórios na presença do objeto indireto e nessas frases não podem ser ignorados jamais. Porém, é tão difícil saber quando utilizar o artigo e quando não utilizá-lo.

Um dos casos mais claros disso é o “ao meu ver”. Quando ver é utilizado no sentido de expressar uma opinião ele não pede o “o”. Por isso fique atento para as construções frasais abaixo:

  • A meu ver ela não gosta muito de você;
  • A nosso ver não há um conflito entre a postura da empresa e a demissão de Rodrigo;
  • A seu ver eu posso até estar errado, mas há que se considerar as implicações desse discurso.

4 – Em mãos ou em mão?

Esse é outro ponto da escrita que pode confundir muitas pessoas. O correto é em mãos ou em mão e qual a justificativa para isso? A nossa tendência é acreditar que o “em mãos” está correto, afinal, é assim que a maioria de nós utiliza a expressão na oralidade.

Todavia, não poderíamos estar mais equivocados. É preciso frisar que “em mão” é a expressão adequada nesse contexto. Trata-se de uma convenção.

Ainda que hoje vejamos, no contexto formal, serem utilizados ambos “em mãos” e “em mão” a segunda opção ainda é tida como preferencial e gramaticalmente correta.

5 – Por hora ou por ora?

A hora sempre se refere ao tempo. Então podemos assumir, adequadamente, que “por hora” quer dizer que estamos falando de um instante específico dos nossos dias. O que significa que na maioria das aplicações da expressão “por ora” é equivocado incluir o H.

É que quando a utilizamos queremos dizer “por enquanto” e, nesse caso, a “hora” não tem nada a ver com a “ora”. Pratique essa modificação nos seus textos e lembre-se sempre dela, principalmente em contextos formais.

6 – A prazo ou à prazo?

A crase é um dos grandes problemas para quem não tem muita intimidade com a escrita. Entretanto, aprender a aplicá-la corretamente não é nem de longe uma das coisas mais difíceis que você pode fazer. Geralmente, erros que envolvem a crase se dão porque ignoramos algumas de suas regras mais básicas e esse é o caso na pergunta aqui do título.

A crase jamais, em tempo algum, pode ser utilizada quando antecede palavras no masculino. E se você conseguir se lembrar disso provavelmente vai conseguir reduzir os erros que comete com relação a ela em pelo menos 50% das vezes.

O correto, portanto, é “a prazo”. O mesmo é válido para outras expressões idiomáticas como “a bordo” ou “a cavalo”.

7 – Eminente ou iminente?

Temos aqui duas palavrinhas que confundem a gente e, definitivamente, podem comprometer a qualidade de um texto. Ambas existem na língua portuguesa o que significa que o seu corretor automático não indicará o uso equivocado delas. Ele é programado, na maioria dos casos, apenas para verificar a ortografia e garantir a existência de um vocábulo.

O que acontece é que eminente e iminente não poderiam ter significados mais distintos. Quando falamos “eminente” queremos dizer notável, digno de destaque. Por isso todas as frases abaixo estão corretas:

  • Moacyr Franco é um eminente compositor;
  • Há cerca de cinquenta anos morria Billie Holiday, eminente cantora de jazz;
  • O eminente advogado apresentou uma provocação.

Já o iminente é aquilo que está prestes a acontecer. Então, você pode imaginar que sua aplicação nas frases acima removeria delas todo o sentido. Aqui estão alguns exemplos, porém, nos quais o iminente é bem empregado:

  • Uma nova crise econômica é iminente;
  • O mercado imobiliário está em uma bolha iminente e investir agora pode ser um erro;
  • Ele era uma ameaça iminente para seus colegas de classe.

8 – Seção, sessão ou cessão?

Outra pegadinha da língua portuguesa são essas palavras, que se parecem tanto na pronúncia, mas não poderiam ser mais diferentes na prática. Seção é como nos referimos a parte de um todo. Por exemplo:

  • A seção dos atacadistas fica à direita;
  • A seção da maçã era menor que a seção da laranja;
  • A seção dos achados e perdidos foi desativada.

O sessão, por sua vez, só é utilizado quando estamos falando especificamente de um intervalo de tempo. Então sabemos que espetáculos de teatro tem sessões e que reuniões de condomínio também. Como nas situações abaixo:

  • Encerramos a primeira sessão e voltamos depois do intervalo;
  • Todo jogo de futebol tem duas sessões ou mais;
  • As sessões no vôlei são referidas como “sets”.

Agora e o cessão? Ao contrário das demais palavras citadas aqui ele não tem nada a ver com partes de um todo, seja esse todo um item ou um conceito abstrato como o tempo. Cessão diz respeito ao ato de ceder.

Temos, portanto, as frases abaixo que estão corretas:

  • A cessão dos direitos na assinatura do contrato pode ser danosa;
  • Durante o matrimônio há a cessão da individualidade.

9 – Houve ou houveram?

Outro verbo complicadinho é o haver. Toda vez que ele é empregado no sentido de existir ele não pode ser conjugado, pois não tem sujeito. Então é muito comum que, por um motivo ou outro, forcemos que ele concorde com outros elementos da predicação verbal, o que está incorreto.

Sempre que vir por aí uma frase como:

  • Há diversos problemas no elenco da seleção brasileira;
  • Há milhares de motivos para nunca mais conversar com Pedro;
  • Há duzentos membros do clube solicitando entrada no evento de hoje.

Saiba que elas estão corretas. Flexionar o verbo haver para que ele concorde com quantidade é errado. O mesmo vale para quando o verbo haver ou fazer indica um tempo específico.

Evitar erros de português exige prática

Dominar a língua portuguesa é o primeiro passo para criar peças convincentes e tornar o seu marketing de conteúdo mais eficaz. Busque estudar sempre as normas que regem a nossa gramática, faça revisões frequentes em seus textos e, quando possível, solicite o feedback de um terceiro. Muitas vezes deixamos erros passarem porque não estamos, de fato, atentos a eles e quando alguém de fora faz uma leitura da mesma peça tem facilidade de avistá-los a distância.

Lembre-se sempre de que escrever é uma prática e não um dom. Portanto, não deixe de exercitar a escrita todos os dias, fazendo sempre o possível para implementar as dicas que aprendeu aqui e ao longo de seus outros estudos. É isso que garantirá que a sua produção de conteúdo será muito melhor a partir de agora.

E aí, conhecia todos esses erros de português? Estava cometendo algum deles? Tem alguma dica para fugir dessa situação? Não se esqueça, então, de deixar um comentário! E aproveite para conhecer o maior post da web brasileira sobre erros de português!

Guest post produzido pela equipe da Comunidade Rock Content.

dimitriv
Autor
dimitriv
Engenheiro eletricista de formação, analista de Marketing Digital na Rock Content e editor-chefe do blog Comunidade Rock Content.

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