6 dicas para tornar suas redes sociais acessíveis

acessibilidade nas redes sociais - a imagem mostra as mãos de uma mulher branca segurando um telefone celular. A partir do telefone, saem ilustrações que remetem aos ícones das redes sociais.

Embora você não saiba ou não perceba, as pessoas com deficiência fazem parte da sua audiência e, portanto, todo conteúdo que você publica no seu site e nas suas redes sociais deve ser planejado pensando nessas pessoas também. O nome disso é acessibilidade.

Em outro post publicado aqui no Vivendo de Freela, já tive a oportunidade de falar sobre comunicação acessível. Agora, retomo esse assunto mostrando algumas regrinhas para tornar suas redes sociais mais acessíveis. 

Redes sociais acessíveis: dicas para implementar na sua produção de conteúdo

A maioria das dicas que trago nesse artigo não necessita de ferramentas externas e você mesmo pode fazer! Continue a leitura e veja como é simples! 

1.Descreva as imagens dos seus posts

Fotos, imagens de posts e vídeos são fundamentais nas redes sociais. Elas atraem, conquistam seguidores e podem até convencê-lo a comprar o seu produto. Mas, imagine se a pessoa que estiver acessando o seu post for cega ou com baixa visão, e a imagem não estiver acessível para ela? Você pode estar perdendo um potencial cliente.

É aí que entra a importância de fazer a descrição de imagens em seus posts. Ao tornar uma imagem acessível, você amplia o seu alcance e pode conquistar novos clientes. 

A descrição pode aparecer abaixo do texto da legenda, com a #paracegover ou #paratodosverem. Há, ainda, o campo “texto alternativo”, que fica nas configurações do Instagram, do LinkedIn e do Facebook.

Como deve ser uma boa descrição? 

Para efetuar uma boa descrição de imagens, a primeira coisa que você deve pensar é no que a imagem está transmitindo.

Em um post que é somente texto e imagem, descreva exatamente o que você vê na imagem: as cores do layout, o que diz o texto, o posicionamento do texto, a cor e o tipo da fonte (normal ou negrito).

No caso de fotos de pessoas, é preciso descrever suas características físicas — cor da pele, cabelo, olhos, se usa óculos, barba, bigode etc. Deixe de lado detalhes como nariz grande ou pequeno, pois a descrição deve ser bem objetiva e não qualificar a imagem. 

Outro ponto importante da descrição é dizer como ela está vestida e também o ambiente em que ela está (se estiver aparecendo, é claro).

2. Seja sucinto e claro nos textos

Escreva sempre em ordem direta e frases curtas. Quanto mais simples o texto, melhor é  a leitura de um leitor de tela para quem tem deficiência visual, além de facilitar muito o entendimento das pessoas com deficiência intelectual, como autismo e dislexia.

3. Inclua legendas e intérprete de LIBRAS em seus vídeos 

Você com certeza publica ou já publicou vídeos em suas redes, certo? Acontece que, sem os recursos de legenda e intérprete de LIBRAS, as pessoas com deficiência auditiva não conseguem usufruir do seu conteúdo.

Em algumas plataformas, como o YouTube, já é possível inserir automaticamente as legendas. Mas também é recomendado ter uma janela com intérprete de LIBRAS, contratando um profissional qualificado para fazer a tradução e interpretação na Linguagem Brasileira de Sinais.

Aí, vem a famosa pergunta: precisa dos dois? 

Sim! Porque existem os surdos oralizados e alfabetizados, que se viram bem com as legendas, mas existem os surdos não-oralizados e alfabetizados somente em LIBRAS. Por essa razão, é necessário ter os dois recursos para deixar o conteúdo totalmente acessível.

4. Utilize o recurso de audiodescrição em seus vídeos

Uma outra ferramenta de igual importância é a audiodescrição, que é uma narração do que está sendo visto na tela, para que os usuários com deficiência visual possam “construir a imagem” na sua mente. 

Mas a audiodescrição não se restringe às características da imagem. Ela tem a missão de traduzir gestos, expressões e atitudes das pessoas envolvidas na cena, fazendo com que os cegos possam visualizar e até mesmo sentir as mesmas sensações que os demais espectadores em um filme, por exemplo. 

Por isso, nem tente fazer uma audiodescrição sozinho; é preciso contratar um profissional especializado.

5. Fale pausadamente 

Não há nada mais desagradável do que assistir a um vídeo e não entender o que a pessoa está falando porque ela fala muito rápido. Esse problema é mais comum do que se imagina e atinge a todo mundo, não só as pessoas com deficiência auditiva.

Então, a dica é: reveja seus vídeos e observe se você fala muito rápido ou tem problemas de dicção. Se esse for o caso, treine para falar mais devagar. Dessa forma, além de melhorar a qualidade dos seus vídeos, você ajuda os usuários com deficiência auditiva a fazer a leitura labial.

6. Aprenda a fazer sua autodescrição

Vai fazer uma live bacana com convidados superlegais para engajar com seu público? Então, não esqueça de fazer a sua autodescrição e peça para seus convidados fazerem o mesmo. 

A autodescrição segue o mesmo padrão da descrição da imagem, que comentei anteriormente, porém, ao invés de descrever no texto, você fará isso de forma oral. 

Antes de entrar no assunto principal do seu vídeo ou live, diga como você é, onde está, quem está com você e o que está acontecendo. Assim, fica mais fácil para as pessoas com deficiência visual se engajarem com seu conteúdo!

Está na hora de tornar suas redes sociais acessíveis!

Essas foram as 6 dicas para tornar as suas redes sociais mais acessíveis. Foi útil para você? Então compartilhe este texto e ajude as pessoas que você conhece a descobrirem a importância da acessibilidade nas redes sociais.

Fatima El Kadri

Fatima El Kadri

Jornalista e produtora de conteúdo Web alinhado às técnicas de SEO e Inbound Marketing. Apaixonada por adquirir e compartilhar conhecimento neste universo digital.
Fatima El Kadri

Fatima El Kadri

Jornalista e produtora de conteúdo Web alinhado às técnicas de SEO e Inbound Marketing. Apaixonada por adquirir e compartilhar conhecimento neste universo digital.

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