Assinar Newsletter

Receba novidades, artigos e dicas especiais.

4 coisas que eu aprendi conciliando a carreira no marketing e projetos pessoais

Sem meias verdades por aqui: conciliar a carreira no marketing “tradicional” com algum projeto pessoal não é tão fácil como os palestrantes motivacionais e algumas histórias por aí fazem parecer. Aliás, de fácil isso não tem nada.

 

Experiência no assunto eu tenho. Já faz três anos e meio que eu passo por isso. Neste período, passei pelos times de marketing e conteúdo de empresas de todos os tipos: de tradicionais do mercado imobiliário a startup de tecnologia. Enquanto isso, também sou editora do LatinPop Brasil, o portal que é referência em música latina no Brasil.

 

Então é isso. Enquanto eu penso em SEO e keywords de um lado, por outro estou pautando entrevistas, cobrando assessorias de imprensa e escrevendo notas que eu vejo quase como um compromisso social: falar de artistas consagrados e também dos menos famosos com a mesma importância.

 

No meu primeiro post aqui no Vivendo de Freela (que é o que eu faço atualmente, viver de freela) era sobre isso que eu queria falar. O que eu aprendi neste período conciliando a carreira no marketing com um projeto pessoal

 

1 – Conhecimento nunca é demais

 

Essa frase pode ser bem clichê, mas neste caso é porque nunca é demais repetir. E ter um projeto pessoal que caminha ao lado da carreira profissional mais “tradicional” é uma escola e tanto. É como se fosse uma troca de conhecimentos consigo mesmo: o que você aprende de um lado, leva como bagagem para o outro.

 

No meu caso, eu transito entre duas áreas que, à primeira vista, são muito similares: produção de conteúdo para marketing e jornalismo online e editoração, mas isso não quer dizer que um dos meus lados não tenha ensinado o outro.

 

Por exemplo, a faculdade de jornalismo ainda aborda de maneira muito superficial o meio digital. SEO eu só fui ouvir falar quando já trabalhava. Assim que o LatinPop Brasil nasceu, eu fiz questão de implementar tudo o que sabia sobre o assunto e ensinar minha co-editora e meus colunistas o básico (leia-se: preencher o plugin Yoast e seguir as instruções dele). Não preciso nem falar a diferença que isso fez nos nossos resultados, sobretudo a médio e longo prazo.

 

Olhe com cuidado para os seus diferentes “lados” e extraia de ambos tudo o que você puder para ajudar ao outro. Não importa quais sejam eles, certamente haverá muito o que aprender de você mesmo.

 

2 – Disciplina é fundamental – mas do seu jeito

 

Eu confesso: testei todos os métodos conhecidos e imagináveis para gerir meu trabalho e aumentar a produtividade. Nenhum deles funcionou para mim. Nem o Pomodoro, que todo mundo diz mil maravilhas.

 

No meu caso, o que funcionou foi respeitar o meu ritmo e criar o meu próprio método de trabalho. Com o passar do tempo, eu aprendi o que me distrai, o que me concentra e, sobretudo, desenvolvi minhas próprias “técnicas” para desenvolver conteúdo de maneira mais eficiente.

 

Em resumo: ao invés de me frustrar porque o que funciona para os outros não funciona para mim, eu aceitei isso. Até porque como diria a minha mãe (e a mãe de todo mundo): eu não sou todo mundo. E nem todo mundo leva duas carreiras paralelamente.

 

3 – Não tenha medo de ser sincero sobre os seus projetos pessoais

 

Palpiteiro tem pra tudo nessa vida. Todos (ou quase todos) eles vão falar que você não deveria falar sobre seu projeto pessoal no seu trabalho “tradicional”. Se for uma entrevista de emprego então, nem pensar.

 

Eu discordo completamente e nunca tive problemas por isso. Sempre falei abertamente sobre o LatinPop Brasil em todas as entrevistas que fiz. E olha que eu troquei de emprego bastante neste período.

 

Ao invés de ocultar, eu fui sincera e aprendi a usar isso a meu favor. Sempre ressaltei o quanto eu aprendi com o portal e o quanto ele tinha me ensinado sobre disciplina. O que é verdade.

 

Já precisei sair em horário de trabalho para fazer entrevistas ou entrar em reuniões comerciais, mas nunca tive problemas, afinal fui sincera desde o início e nunca deixei o trabalho ser prejudicado. Isso também é fundamental: eu ganhei a confiança dos meus gestores por causa do meu trabalho. Mas nada disso teria acontecido se logo de cara eu não tivesse aberto o jogo.

 

4 – Descanse. É sério

 

Sim, é muito sério isso. Descanse. Você não é um robô, você não é uma máquina. Você precisa de descanso. Eu aprendi isso da pior maneira possível, mas não vamos entrar em detalhes que não vale a pena.

 

Quando você concilia um projeto pessoal com a carreira no marketing, você trabalha mais horas do que jamais tinha imaginado ser capaz. Essa é uma natureza de projetos pessoais, que sempre são apaixonantes. Você trabalha, trabalha, trabalha e trabalha. Folga é inexistente, descanso é momento de checar audiência ou ter ideias para posts.

 

Mas se você tiver que ficar com alguma coisa de tudo o que eu coloquei neste post, fique com isso. Descanse. Respeite os limites do seu corpo e da sua mente. Se for preciso (no meu caso foi) estabeleça limites em uma agenda e desconecte tudo do celular. E eu não falo de tirar notificações. Falo de desinstalar aplicativos, “deslogar” da conta da página do Facebook. É um tratamento de choque, mas necessário.

 

Conciliar a carreira no marketing com um projeto pessoal é um desafio muito maior do que eu jamais teria imaginado. Mas é recompensador. É um filho que você vê crescer a cada dia e a dar frutos.

 

Quem aí também concilia a carreira no marketing com projetos pessoais? O que vocês aprenderam com a experiência? Compartilhem com a gente!

Nanda Cabrera
Jornalista e tecnóloga em gastronomia (sim!). Paulistana de nascimento e criação, mas cidadã do mundo por opção. Se sente tão italiana e espanhola como brasileira. Fundadora Editora do LatinPop Brasil, maior portal de música latina no Brasil. Não vive sem música e se pudesse teria muito mais tatuagens.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Desenvolvido por: