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Você não precisa de sites para freelas, acredite.

“Conquistar a independência dos sites para freelas”. Quando pergunto para leitores aqui do blog e para amigos que também trabalham como freelancers sobre os maiores objetivos para a carreira, essa costuma ser resposta frequente. E a gente nem precisa entrar muito no detalhe sobre o porquê, né?

Aliás, se você chegou neste post, deve estar com a mesma meta: se livrar logo dos preços baixos, dos clientes ruins e do relacionamento distante com quem contrata seu serviço. Acertei? Então espero que possa ajudar com um pouco da minha experiência!

Como construir sua carreira sem precisar dos sites para freelas

Preciso confessar que não tenho muita autoridade para falar sobre sites para freelas. Acabei conseguindo boa parte dos meus clientes a partir do relacionamento com ex-colegas de trabalho e da divulgação aqui pelo blog. No mais, até tentei, mas nunca consegui fechar um projeto pelo Workana ou 99freelas e trabalhei em poucos projetos pela Contentools.

Também não tenho nada contra esses portais – inclusive, acho que são ferramentas excelentes para a gente encontrar os primeiros jobs e se aventurar na carreira solo. Mas não há como trocá-los pela divulgação e a negociação dos trabalhos por conta própria. Quem quer realmente viver de freela, precisa ir além desses sites.

Se para você esse objetivo ainda parece distante, compartilho abaixo algumas dicas do que fiz na minha experiência como freela:

1. Tenha um portfólio

Não dá para buscar trabalho como freelancer por conta própria se não puder comprovar sua experiência. Portanto, se não tiver um bom portfólio, melhor nem começar esse processo por enquanto – ou pode acabar só conseguindo pegar job pequeno ou mal pago.

Mas aí vem um círculo vicioso – que faz literalmente alguns freelas andarem em círculos – como construir um portfólio sem ter cliente? Olha, não que seja o ideal, mas essa é uma das únicas situações em que recomendo o “trabalho por indicação“. Sim, vale a pena se sujeitar a trabalhar para parentes, amigos ou conhecidos na “amizade” para ter o que mostrar no portfólio.

É claro, o melhor é se você conseguir cobrar, mesmo que um valor irrisório, apenas para não criar a cultura do “ajeita para mim” chegando toda hora pelo WhatsApp…

Outra estratégia legal para montar um portfólio e demonstrar suas habilidades é produzir conteúdo. Eu fiz isso aqui com Vivendo de Freela, assim como outros profissionais que admiro bastante no meio. Alguns deles participam desse podcast que é uma verdadeira aula sobre o tema.

Depois, com experiência para comprovar, não esqueça de montar seu portfólio de forma objetiva, destacando aqueles trabalhos que tenham de fato a ver com os serviços que quer prestar e com o mercado que deseja abordar. Neste post aqui  já demos algumas dicas para quem é da área de criação.

2. Construa relacionamentos com os clientes

Poder ter um relacionamento real com seus clientes é uma das maiores vantagens de se tornar independente dos sites para freelas. Se tiver essa chance, não desperdice! Manter um contato próximo com quem contrata seus serviços ajuda na percepção de valor do trabalho, na renovação ou aumento dos jobs e, principalmente, na boa e desejada indicação.

A maioria dos profissionais peca nesse ponto, seja por falta de experiência, seja por falta de paciência em participar de reuniões ou simplesmente por não gostar de responder e-mails e mensagens no menor tempo possível. Tudo bem, freelancer é um profissional independente e cliente não é chefe, mas isso não significa que ignorá-lo por horas (ou dias) seja o melhor para sua carreira…

3. Divulgue seu trabalho

Sabe aquele tempo que você perde se candidatando em projetos que nunca vai conseguir fechar nos vários sites para freelas dos quais participa? Dá para tornar ele bem mais valioso investindo na divulgação do seu próprio trabalho. E aqui vale tudo que fizer sentido dentro do mercado que você atua e direcionado ao perfil de clientes que você deseja atingir.

No meu caso, criei o Vivendo de Freela, usei muito o LinkedIn, fiz bastante networking e também saí um pouco do home office para ter a chance de conhecer potenciais clientes além da “minha bolha”. O que faz sentido para você?

4. Seja o melhor profissional que puder (sem clichê!)

Desculpe pelo clichê desse tópico, mas será que não tem uma pequena culpa sua nessa história de depender dos sites para freelas? Confesso que do meu lado tinha. Quando apenas usava o trabalho de freelancer para aumentar a renda, entregava “serviço de plataforma em troca de valor de plataforma”.

Não tinha contato com cliente, não dependia do freela para viver, muitas vezes não tinha feedback sobre o trabalho… então por que ia prestar o melhor serviço que pudesse? Pois é, a motivação para isso veio só quando encarei a vida de freelancer full time.

Fazer sempre o melhor que pudesse e me esforçar para estar conectada à estratégia do cliente foi o que me ajudou a aumentar o valor do trabalho, a receber boas indicações e a deixar de ser simplesmente “uma redatora”. Para alguns clientes meu trabalho se tornou tão importante que rendeu até proposta de emprego!

5. Faça investimentos em si mesmo

Seguindo na linha de ser o melhor profissional que puder, não deixe de investir em si mesmo. Você pode ter um texto excelente, mas se não souber muito de SEO ou achar WordPress um bicho de sete cabeças, dificilmente vai conseguir bons trabalhos como redator de conteúdo. O mesmo vale para os designers que não trabalham com online e por aí vai…

A internet está cheia de cursos, certificações e eventos online que podem ajudar você a adicionar alguns serviços em suas propostas. E, mesmo que sejam pagos, em muitos casos vale o investimento. Ele vai retornar em fee de trabalho em curto ou médio prazo, acredite!

6. Aumente a sua margem

Se a ideia é se ver livre dos sites para freelas, quando pegar algum job por conta própria, não esqueça de aumentar (e bem!) a sua margem. Basta pensar que todos os custos de divulgação, prospecção e gestão do projeto serão pagos por você, não mais por um site. Isso valoriza seu trabalho e o ajuda a oferecer um serviço melhor também, sem aquela pressão de ter uma grande quantidade de projetos rodando ao mesmo tempo.

E a boa notícia é que existe um mundo enorme de freelas e clientes fora dessas plataformas, acredite. Com um bom esforço em vendas e divulgação, você começa a fazer parte dele e até a perceber que cobrar um preço muito baixo pode ser o ponto para perder projetos.

E, caso ainda tenha dúvidas sobre como definir um valor que seja justo para você e para o cliente, vale a pena assistir ao vídeo abaixo, que gravei para ajudar a pensar no custo da hora como freela – base para fechar o preço de qualquer projeto.

7. Corra os riscos necessários

É claro, nada disso dá certo se você não estiver disposto (e preparado financeiramente) para correr os riscos. Sim, pode ser que fique sem projetos por um tempo. Sim, vai ter que fazer alguns investimentos. Mas só assim você consegue sair da lógica do menor preço pelo seu trabalho.

Quando comecei a atuar como freela full time, por exemplo, decidi que iria investir pelo menos metade do meu tempo aqui no blog. Por mais que não fosse algo remunerado, com o tempo foi o que de fato me gerou pedidos de orçamento e deu credibilidade aos meus serviços como redatora. Esse foi o risco que eu corri, qual vai ser o seu?

Tudo bem, a independência pode vir aos poucos!

liberdade

Tem um ponto que não poderia deixar de falar: calma que essa transição não precisa ser do dia para a noite! Eu bem sei que não dá para “largar tudo e ir atrás do sonho” sem pensar nas contas para pagar. Por isso, se quer mesmo trabalhar de forma ainda mais autônoma, planeje como virá essa independência dos sites para freelas.

Comece correndo seus riscos aos pouquinhos, assim como a se conectar melhor com nosso mercado, a pedir recomendações para seus amigos e ex-colegas e a procurar jobs em outros canais (sites como Trampos.co, grupos no Facebook..). Aos poucos, esse novo caminho vai se trilhando – desde que você leve em consideração também os outros pontos que falei antes neste post.

Para tornar esse objetivo ainda mais concreto, não deixe também de colocá-lo no papel, com metas e ações claras. Aqueles post its colados na parede do home office para todo mundo ver são um belo incentivo!

Você quer mesmo viver sem os sites para freelas?

Se você chegou até o fim deste post, provavelmente queira de verdade construir uma carreira sem os sites para freelas, certo? Mas se não for essa a ideia, se você tem outros objetivos, se está buscando um emprego fixo…calma, tá tudo bem!

Os sites para freelas podem continuar sendo sua ferramenta de trabalho nesse período, sem pressa e sem pressão. Apenas lembre de usar os serviços delas de forma mais estratégica, tanto para você quanto para o mercado.


Você consegue viver de freela tendo sua própria carteira de clientes, sem precisar contar com os sites para freelas? Conte nos comentários como fez para conquistar sua “independência”!

Luciane Costa

Formada em jornalismo e apaixonada por conteúdo digital. Virou freelancer porque precisava de uma grana extra e acabou descobrindo que adora trabalhar assim. Gaúcha e morando em São Paulo, ela é viciada em séries de detetives e adora cozinhar.

Comentários

5 Comentários
  1. postado por
    Luiza Tomasuolo
    ago 6, 2017 Reply

    Sempre achei essas plataformas uma falta de respeito com os profissionais que realmente querem oferecer um trabalho de qualidade e não estilo “padaria”, por isso sempre me esforcei em mostrar o meu melhor sem depender disso.

    Grata pelo artigo 😉

    http://www.realizestudio.com.br

  2. postado por
    Stucky
    ago 7, 2017 Reply

    Oi Luciana, muito obrigado pelo artigo. Concordo plenamente que as plataformas existentes apresentam valores bem baixos e, muitas vezes não consideram especialização. Por exemplo, eu tenho mais de 20 anos de experiência em turismo e falo fluentemente 3 idiomas… isso deveria ser considerado se um hotel procura um designer para um site ou brochura, e não vejo isso acontecer. ‘Tô indo correndo ler mais sobre o que você escreveu sobre prospecção de clientes… Fique bem e boa sorte!
    graphiarium.com
    thecharmedvoyager.com

    • Luciane Costa
      postado por
      Luciane Costa
      ago 7, 2017 Reply

      Oi!! Concordo com você que esse conhecimento além do design precisa ser diferencial! Não conheço muito bem a área de turismo para falar, mas quando indico ou contrato freelas de criação sempre vejo ser valorizado o fato de conhecer bem o segmento. Espero que isso seja realidade para você também 🙂

  3. postado por
    Stucky
    ago 7, 2017 Reply

    Desculpe, errei seu nome. Luciane.

    • Luciane Costa
      postado por
      Luciane Costa
      ago 7, 2017 Reply

      Imagina, tô acostumada!! rsrs

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